Como organizar a retomada pós-covid 19

August 17, 2020

 

 

Em 4 meses o mundo mudou muito mais do que qualquer um poderia prever. Imprevisivelmente a sociedade global vivenciou uma crise sem precedentes na saúde, no comércio, nas finanças, na política, nas relações de trabalho e nas relações humanas.

 

Tudo de repente e de uma vez só.

 

O novo coronavírus afetou duramente todas as nossas estruturas: tivemos que aprender a lidar com nossos medos e dores mais profundos. A dor da morte, o medo de perder o emprego, a instabilidade financeira e a incerteza de não saber o que vai acontecer são apenas alguns exemplos.

 

Todos esses acontecimentos estão gerando consequências imensuráveis no corpo humano. O comprometimento respiratório é apenas uma das alterações provocadas pelo vírus. Há relatos de que ele também pode causar problemas cardíacos, renais, alterações pressóricas, distúrbios de coagulação e prejuízos imunológicos.

 

O cérebro é um dos órgãos especialmente afetado pelo vírus. Complicações neurológicas têm sido reportadas em 36,4% dos pacientes, tendo ainda se mostrado mais comuns em 45,5% dos pacientes com quadros mais severos de infecção.

 

Por conta de todas essas alterações, o vírus também gera um grande aumento nos níveis de estresse e ansiedade das pessoas. Um estudo publicado na World Economic Forum indica que na segunda metade de 2020 viveremos uma epidemia secundária de burnouts e absenteísmo relacionado ao estresse causado por esta crise do covid-19, conforme publicamos no blog da House of Feelings.

 

Ao mesmo tempo, 1 a cada 3 funcionários enfrentam problemas de saúde mental, segundo a Kantar 2019 e 70 a 80% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho no Brasil e no mundo, de acordo com a ISMA 2019. Diante disso, o grande desafio das empresas agora é conciliar a retomada do trabalho com a estabilidade emocional dos colaboradores para que seu crescimento operacional não seja comprometido.

 

Como a empresa pode preparar mentalmente seus colaboradores para a retomada?

 

Em primeiro lugar, é preciso investir tempo para avaliar os danos provocados pela pandemia na vida dos colaboradores. Fazer uma rápida pesquisa por e-mail ou até mesmo via formulário online será uma estratégia importante para diagnosticar a gravidade da situação.

 

Nessa fase, esteja preparado(a) para escutar, de forma aberta e sincera, como os colaboradores estão se sentindo neste momento de transição. É natural que sentimentos como raiva, frustração, ansiedade e exaustão emocional venham à tona neste período.

 

Por isso é saber se comunicar de forma não-violenta e ter empatia para acolher estas pessoas fará uma enorme diferença. A forma como você se comunica com sua equipe é determinante para estabelecer a confiança mútua necessária para seguirem em frente.

 

Segundo a Spikes Cavell, 57% dos projetos de tecnologia que não alcançam resultados esperados falharam por causa de uma comunicação ruim entre as partes interessadas. Nos Estados Unidos estima-se que o uso incorreto de ferramentas de comunicação (58%), a falta de informes por parte da empresa (43%) e a dificuldade de encontrar a informação necessária para a realização de tarefas são os fatores estressantes mais citados por colaboradores. 

 

Outro ponto é entender quais são as expectativas das pessoas daqui para frente. Dados recentes de uma pesquisa da Robert Half realizada com 620 profissionais brasileiros mostram que 40% dos entrevistados que relataram que suas organizações deram novos auxílios com o início da pandemia e a maior adesão ao trabalho remoto, o apoio psicológico foi listado por 14% deles.

 

Já o auxílio financeiro para montar o home office que antes da pandemia era oferecido a menos de 1% dos pesquisados, agora é apontado por 8%. Com a permanência do home office, os gestores precisarão ficar muito atentos ao bem-estar dos colaboradores e aos índices de burnout, já que, a sobrecarga de trabalho pode aumentar.

Descobrir novas formas de fomentar a interação social (para além das lives e happy hours online) e manter o time engajado será também outro grande desafio para a retomada nas empresas.

 

Mas o mais importante é entender que você está diante de uma oportunidade única: reconstruir um novo propósito para sua equipe. Afinal, o mundo inteiro mudou e nós mudamos com ele. Será que vamos saber aproveitar essa mudança de forma positiva? Será que estamos preparando nossa mente (e coração) para tomarmos atitudes e decisões mais conscientes daqui para frente? Que impactos queremos deixar numa sociedade pós-pandemia?

 

Estas são as perguntas-chave que precisaremos fazer, se quisermos ser bem-sucedidos na retomada!

 

Leia também:

 

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